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Fiocruz investiga dois casos suspeitos do mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense

Fiocruz investiga dois casos suspeitos do mal da vaca louca em moradores da Baixada Fluminense


Pacientes estão internados no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) investiga dois casos suspeitos do mal da vaca louca em moradores de Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense. De acordo com a instituição, os pacientes estão internados e isolados, no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na Zona Norte. 

Os dois pacientes estão em isolamento em uma área exclusiva de internação para covid-19 e devem seguir assim até que o diagnóstico seja confirmado. As suspeitas são de que eles estejam contaminados com Encefalopatia Espongiforme Bovina, a doença da vaca louca, que em seres humanos pode ser apontada como Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) Esporádica. Essa patologia não tem relação com o consumo de carne.

"Ambos os casos não tem confirmação diagnóstica", pontuou a Fiocruz em nota. Ainda segundo a fundação, novos detalhes sobre os pacientes não devem ser revelados para proteger a identidade dos mesmos.

A DCJ esporádica costuma se manifestar em pessoas com mais de 40 anos de idade e até os 65 anos. Esse é o tipo mais comum da doença, sendo responsável por cerca de 85% dos casos. 

Além da patologia investigada pela Fiocruz nos pacientes da Baixada, a doença da vaca louca em humanos também pode estar relacionada com um tipo de DCJ, mais raro, que só teve 178 registros desde 1995. Trata-se da Variante Doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ) que só foi diagnosticada em pacientes que ingeriram carne bovina contaminada.

Em animais

Os primeiros casos do mal da vaca louca em animais aconteceu na década de 80, na Inglaterra. A doença provocou um abate de milhões de cabeças de gado. No animal, a doença degenerativa do cérebro causa comportamento estranho e agressivo.

A doença se dá pelo aumento da proteína infecciosa chamada príon nos animais. A proteína já está presente no cérebro de diversos mamíferos, mas se torna patogênico ao se multiplicar descontroladamente. 

Fonte: https://odia.ig.com.br/

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